quarta-feira, 29 de outubro de 2008







Quando eu era bem pequena, uns cinco ou seis anos, e brincava no sítio em Varzea das Moças, eu tinha um amigo invisível que brincava comigo. A gente passava horas sentados na beira do riozinho que cortava o terreno, pescando girinos com latinha de leite condensado. O nome deste meu companheiro inseparável era RAFAEL.

O que eu não imaginava é que este anjo lindo um dia se materializaria na minha vida, e me faria tão feliz como nunca fui.

Obrigada meu amor, por existir. Te amo. E com você, me amo a cada dia mais.

Que venha nossa vida juntos, estou aqui para acolhê-la.

Mais do que o anel, nossa aliança é nossa cumplicidade, nosso cuidado, nosso amor....


Obrigada vida!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mantra, compaixão e vacuidade



Mahasiddha Padampa Sangye, iogue indiano que ensinou no Tibet no século XII.
Não há necessidade de um mala [rosário] que não seja usado para recitação de mantra.
Não há necessidade de recitação de mantra que não tenha relação com uma deidade.
Não há necessidade de uma deidade que não seja una com a compaixão.
Não há necessidade de compaixão que não se conecte com a vacuidade.

Padampa Sangye (séc. XII)
"Lion of Siddhas"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A prática é hoje

Amanhã não está garantido

Para aqueles que temem o nascimento e a morte, essa é uma prática para hoje.Zurchung Sherab Trakpa (1014-1074)"80 Capítulos de Instruções Pessoais"


Há duas grandes fontes de medo no samsara, o momento do nascimento e o momento da morte. O sofrimento e medo vivenciados nessas duas ocasiões terão que ser encarados quando estamos completamente sozinhos -- não há ninguém que pode realmente nos ajudar nessa hora.A única coisa que pode aliviar esses sofrimentos é a prática do Dharma supremo. Nada mais pode fazer isso. Mas nós não sabemos como praticar: só adquirimos esperteza para fazer coisas mundanas.

Desde muito cedo, aprendemos como tornar as coisas confortáveis para nós, evitando o desconforto. Esse tipo de atitude resultou em um grau elevado de realização material. Podemos voar pelos céus em aviões e tudo mais. Fizemos da vida algo fácil, do ponto de vista material.
Mas na verdade somos como crianças perseguindo um arco-íris. Essas coisas não nos ajudam de verdade.


Devemos voltar nossas mentes para o Dharma, refletindo sobre esses sofrimentos do nascimento e morte. Ao fazer isso, entramos no caminho, indo primeiro através das práticas preliminares, depois prosseguindo para a prática principal.Ao praticarmos, iremos gradualmente saborear o gosto verdadeiro do que significa se tornar desiludido com as coisas mundanas e progredir no caminho.

Isso é algo que vem com a experiência.Mas não devemos adiar, pensando: "vou fazer essa prática amanhã, ou ano que vem...". Se recebemos um ensinamento hoje, é hoje que devemos começar a colocá-lo em prática, porque só depois do momento que plantamos de verdade uma semente é que ela irá germinar.


Dilgo Khyentse Rinpoche (1910-1991)"Zurchungpa's Testament"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Eu e você...


É manhã em santa e caetano canta
que a terra cora em nosso castelo:
uma varanda, uma rede e um chinelo.
O som tão bom vem do teu coração
e inspira a batida do meu violão
e embala o sono e me veste de
você e eu

acordo feliz
em teu braço, aprendiz

sou assim, você quis
me trazer neste bonde
onde me fiz e só nós saberemos onde aterrissar

um chalé japonês, um apê francês
o mar, Paraty, Mauá, para mim
e assim encontrar nosso ponto de encontro

para ser para sempre um par,
um casal a se deixar levar
neste novo país de ladeiras, cinema, paineiras
e acarajé

vamos lá ver ver qual é?
Descalça, tiro o tênis do teu pé,
enquanto a baiana encanta o gringo de quinta a domingo,
nossa cama faz festa ao som da seresta
do bar ou do ravi shankar
amor, vamos fazer um chá?
cortar o mamão, pôr um grão
engolir, sentir na saliva,onde o poeta mata sua sede,
o nosso amor, vem aqui, pertinho,
na rede
que neste balanço foi-se um ano
e nem deu pro começo da vida

que quero com você levar :)