
É importante lembrar que no Budismo Tibetano uma grande ênfase é dada à importância do mestre ou lama. Tal ênfase ocorre porque a razão pela qual seguimos a tradição do Buddhadharma é que estamos tentando praticar os ensinamentos de Buddha da maneira autêntica, de forma que possamos atingir o mesmo despertar insuperável quanto o próprio Buddha.
Nossa intenção não é somente atingir o mesmo despertar, mas também ser de completo benefício para os outros seres até que o samsara, ou a existência cíclica, esteja esvaziado. Tal intenção, chamada Bodhicitta, ou mente do despertar, é a base de nosso caminho. Para que sejamos capazes de atingir este despertar que buscamos, a fonte de nosso Dharma, a fonte dos ensinamentos que recebemos e praticamos precisa ser livre de qualquer aflição mental e suas causas. É preciso que tal fonte possua o resultado, as qualidades da plena realização que queremos obter.
O caminho começa com a tomada de refúgio com tal pessoa, e então o caminho consiste em uma combinação entre nosso próprio esforço, nossa própria resolução, nossa própria Bodhicitta e a orientação que recebemos de nosso mestre. Esta combinação produz o resultado do despertar. Sem todas estas condições presentes, sem um mestre, se tentarmos achar o caminho por conta própria, é improvável que tenhamos sucesso.
A ignorância é a causa da existência cíclica, ou samsara. Fundamentalmente, a ignorância é confundir aquilo que não é um "Eu" como sendo um "Eu", e então nomear aquilo que não é nada além de nós mesmos como sendo outro. Na base dessa confusão do "Eu" e do outro, nós geramos apego, aversão, apatia, e assim por diante. Nós somos muito parecidos com alguém que está profundamente adormecido e incapaz de acordar de um sonho ruim, mesmo querendo fazê-lo. Nós simplesmente precisamos que alguém venha nos acordar.
Uma outra forma de entender é ver isso como o processo do caminho como o crescimento de uma árvore ou uma flor.Para que o crescimento aconteça, é preciso a semente apropriada, mas a semente por si só não é suficiente. Precisamos das condições adequadas nas quais tal planta possa se desenvolver – o solo adequado, água e a luz do sol. A prática do Dharma e a realização do despertar são assim, uma atuação da reunião de várias condições interdependentes.As fontes de refúgio na tradição budista são o Buddha (o desperto), o Dharma (seus ensinamentos), e a Sangha (a comunidade de praticantes e mestres). Tomar refúgio neles significa considerar o Buddha como um mestre, um exemplo do despertar; considerar o Dharma como o caminho do; e considerar a Sangha como guia e companhia no caminho.
Um Buddha é definido como alguém que erradicou por completo todas as aflições mentais, juntamente com suas causas e é, portanto, totalmente liberto e desperto. Como resultado, o Buddha é completamente livre de medos. Do seu próprio ponto de vista, isso ocorreu por ele ter erradicado tudo aquilo que havia para ser erradicado e por ter realizado tudo aquilo que havia para ser realizado. Do ponto de vista de outros, o Buddha é também livre de qualquer medo em proclamar a natureza do caminho, assim como em proclamar os impedimentos no caminho e suas dissoluções.
Uma vez que o Buddha é completamente livre de qualquer medo ou hesitação, ele é o supremo, autêntico e completo professor.Ainda assim, o Buddha não pode simplesmente remover com as mãos o sofrimento de todos os seres sencientes, nem pode literalmente transferir ou dar a quem quer que seja as suas qualidades ou realizações. A atividade principal do Buddha é então ensinar – ensinar a natureza de todas as coisas, ensinar métodos através dos quais nós remover todas as falhas que nos afligem e apresentar um mapa do caminho e uma compreensão do destino e da meta ao qual o caminho conduz.
Então, tais ensinamentos conhecidos como Dharma, chamados de Saddharma ou Dharma genuíno, consistem em como lidar com todos os problemas que surgem no caminho. Tais ensinamentos consistem em remédios e soluções específicos para problemas específicos, tais como os remédios para certos tipos de aflições mentais, e como proceder quando tais e tais tipos de pensamentos surgem, e assim por diante. De maneira geral, uma vez que nós sofremos basicamente de três principais tipos de aflições mentais – apego, aversão e ignorância – há três tipos de ensinamentos: o Vinaya (disciplina), os Sutras (os discursos) e o Abhidharma.
Para que possamos realmente praticar tais ensinamentos, para de fato praticar o Dharma, nós precisamos ter a orientação de um amigo espiritual.Ainda que o Buddha pareça ter passado ao Parinirvana há 2500 anos, o Dharma ainda se faz presente através de sua atividade compassiva. Se não houvesse ninguém para nos indicar o caminho, ninguém para nos introduzir no caminho e nos apresentar o Dharma, não teríamos acesso verdadeiro a ele. Então, não só precisamos do Buddha e do Dharma, mas necessitamos também da Sangha, a comunidade de praticantes. E entre todos os membros da Sangha, o professor ao qual chamamos de lama ou guru é especialmente importante. Como é dito nos ensinamentos Vajrayana: “o guru é o Buddha, o guru é o Dharma, o guru é o glorioso Dodje Tchang (Vajradhara)”, porque é o guru que realiza todas as coisas. Isso significa que o guru em sua forma física, em seu corpo, é o mais importante membro da Sangha, pois ele é a corporificação da Sangha. A própria fala do guru que é a essência do Dharma. Desse modo, ele é a corporificação do Dharma. A mente do guru, sendo ele verdadeiramente qualificado, é como a mente do Buddha.
Fonte: http://www.kttbrasil.org/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=61&Itemid=91
Nossa intenção não é somente atingir o mesmo despertar, mas também ser de completo benefício para os outros seres até que o samsara, ou a existência cíclica, esteja esvaziado. Tal intenção, chamada Bodhicitta, ou mente do despertar, é a base de nosso caminho. Para que sejamos capazes de atingir este despertar que buscamos, a fonte de nosso Dharma, a fonte dos ensinamentos que recebemos e praticamos precisa ser livre de qualquer aflição mental e suas causas. É preciso que tal fonte possua o resultado, as qualidades da plena realização que queremos obter.
O caminho começa com a tomada de refúgio com tal pessoa, e então o caminho consiste em uma combinação entre nosso próprio esforço, nossa própria resolução, nossa própria Bodhicitta e a orientação que recebemos de nosso mestre. Esta combinação produz o resultado do despertar. Sem todas estas condições presentes, sem um mestre, se tentarmos achar o caminho por conta própria, é improvável que tenhamos sucesso.
A ignorância é a causa da existência cíclica, ou samsara. Fundamentalmente, a ignorância é confundir aquilo que não é um "Eu" como sendo um "Eu", e então nomear aquilo que não é nada além de nós mesmos como sendo outro. Na base dessa confusão do "Eu" e do outro, nós geramos apego, aversão, apatia, e assim por diante. Nós somos muito parecidos com alguém que está profundamente adormecido e incapaz de acordar de um sonho ruim, mesmo querendo fazê-lo. Nós simplesmente precisamos que alguém venha nos acordar.
Uma outra forma de entender é ver isso como o processo do caminho como o crescimento de uma árvore ou uma flor.Para que o crescimento aconteça, é preciso a semente apropriada, mas a semente por si só não é suficiente. Precisamos das condições adequadas nas quais tal planta possa se desenvolver – o solo adequado, água e a luz do sol. A prática do Dharma e a realização do despertar são assim, uma atuação da reunião de várias condições interdependentes.As fontes de refúgio na tradição budista são o Buddha (o desperto), o Dharma (seus ensinamentos), e a Sangha (a comunidade de praticantes e mestres). Tomar refúgio neles significa considerar o Buddha como um mestre, um exemplo do despertar; considerar o Dharma como o caminho do; e considerar a Sangha como guia e companhia no caminho.
Um Buddha é definido como alguém que erradicou por completo todas as aflições mentais, juntamente com suas causas e é, portanto, totalmente liberto e desperto. Como resultado, o Buddha é completamente livre de medos. Do seu próprio ponto de vista, isso ocorreu por ele ter erradicado tudo aquilo que havia para ser erradicado e por ter realizado tudo aquilo que havia para ser realizado. Do ponto de vista de outros, o Buddha é também livre de qualquer medo em proclamar a natureza do caminho, assim como em proclamar os impedimentos no caminho e suas dissoluções.
Uma vez que o Buddha é completamente livre de qualquer medo ou hesitação, ele é o supremo, autêntico e completo professor.Ainda assim, o Buddha não pode simplesmente remover com as mãos o sofrimento de todos os seres sencientes, nem pode literalmente transferir ou dar a quem quer que seja as suas qualidades ou realizações. A atividade principal do Buddha é então ensinar – ensinar a natureza de todas as coisas, ensinar métodos através dos quais nós remover todas as falhas que nos afligem e apresentar um mapa do caminho e uma compreensão do destino e da meta ao qual o caminho conduz.
Então, tais ensinamentos conhecidos como Dharma, chamados de Saddharma ou Dharma genuíno, consistem em como lidar com todos os problemas que surgem no caminho. Tais ensinamentos consistem em remédios e soluções específicos para problemas específicos, tais como os remédios para certos tipos de aflições mentais, e como proceder quando tais e tais tipos de pensamentos surgem, e assim por diante. De maneira geral, uma vez que nós sofremos basicamente de três principais tipos de aflições mentais – apego, aversão e ignorância – há três tipos de ensinamentos: o Vinaya (disciplina), os Sutras (os discursos) e o Abhidharma.
Para que possamos realmente praticar tais ensinamentos, para de fato praticar o Dharma, nós precisamos ter a orientação de um amigo espiritual.Ainda que o Buddha pareça ter passado ao Parinirvana há 2500 anos, o Dharma ainda se faz presente através de sua atividade compassiva. Se não houvesse ninguém para nos indicar o caminho, ninguém para nos introduzir no caminho e nos apresentar o Dharma, não teríamos acesso verdadeiro a ele. Então, não só precisamos do Buddha e do Dharma, mas necessitamos também da Sangha, a comunidade de praticantes. E entre todos os membros da Sangha, o professor ao qual chamamos de lama ou guru é especialmente importante. Como é dito nos ensinamentos Vajrayana: “o guru é o Buddha, o guru é o Dharma, o guru é o glorioso Dodje Tchang (Vajradhara)”, porque é o guru que realiza todas as coisas. Isso significa que o guru em sua forma física, em seu corpo, é o mais importante membro da Sangha, pois ele é a corporificação da Sangha. A própria fala do guru que é a essência do Dharma. Desse modo, ele é a corporificação do Dharma. A mente do guru, sendo ele verdadeiramente qualificado, é como a mente do Buddha.
Fonte: http://www.kttbrasil.org/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=61&Itemid=91