
15 de março - O Dia em que tomei refugio no budismo, isto é, o dia em que optei, diante de um mestre, o nosso monge da KTC, Khenpo Khenrab, a seguir os ensinamentos budistas para o bem de todos os serem senscientes.Na hora muita coisa pela nossa cabeça. É lindo. É forte e dá medo. É uma grande decisão, no sentido de ser uma decisão muito abrangente, que estará comigo em cada pensamento, palavra e gesto que direcionarei ao mundo. Um grande exercício de auto-observação e auto-conhecimento.
Como falei, na hora pensamos em muitas coisas. Mas ao contrário de grandes teorias filosóficas, dois pensamentozinhos não saíam da mente: o sashimi de salmão, meu prato predileto, disparado. E o carrapato do Kalu. Sério, explico:
Ao tomar refúgio, comprometo-me a nunca mais matar nenhum ser vivo. Ou seja!! Não posso mais matar nenhum bichinho, nem mesmo os carrapatos do meu Kalu. Afinal, os carrapatos também estão em evolução né.
E pelo mesmo motivo, comer um animal é compactuar com o interrompimento de sua vida antes do fim de seu ciclo... Ou seja, um momento de graaande desapego: abrir mão do meu prato predileto, adeus salmaãaao! Ai que dificil, Buddha!
Mas vamos que vamos. E vamos bem ó, hoje por exemplo, achamos uma amiga não muito bem-vinda na nossas plantas da varanda: a senhora lacraia, senhora mesmo, graaande, escondida nas folhagens... E nao podíamos hospedá-la por muito tempo, temos uma pequena ferinha em casa que adora caçar animaizinhos sem saber que pode ser picado por eles.
Então, o primeiro impulso foi pegar um chinelo para matá-la, claro. Mas aí, depois de alguns segundos de profunda reflexão e inspiração em Buddha, uma idéia mais fofa: Rafael embrulhou a bichinha em um saquinho e jogamos ela para fora de nossa casa, sem matá-la.
Um grande exercício para nossa iluminação! E assim a iluminação chegará. Um dia ela chega! =)